sobre a dor
dos dias nublados
e a alma a flor da pele
de punhos cerrados
e as ogivas internas que ousariam eclodir
se o frio, fora, nao ousasse ser maior.
de braços dados e o resto que se pode ouvir
como se a gente fosse
mas um espinho, um estrago
um rasgo
ou, quem sabe um traço
um rabisco quebrado
construído pela destreza dos cansados
no mel do olhar
como se o nada fizesse sentido
como se as estrelas me dessem um abrigo
o coração saborea-se o nuance do perigo.
e nesse imenso eco,
mas longe do que puderas ir
sinto como as violetas, que explodem ao nascer e sorriem pra vida
que ousara esvanecer
quando, a espreita de um sorriso amarelo
esperam amanhecer