sexta-feira, 15 de junho de 2012



Corre pelo para peito
desenfreado

Desdobra as esquinas
desce
por
todos
os esgotos

A cinza espalhada
na placa de
"NÃO FUME"

Os olhos
refletidos no escuro

O desalento, castigo

A ameaça, abrigo.

Escrevo
vertical
mente
sub
tamente
pra não fazer
nada muito
t
o rto.


quinta-feira, 17 de maio de 2012

"teu não parecer renovou minha crendice"



- ja tirei todas as palavras repetidas, os tons errados e notas falsas -

Toda essa contradição (que se diz inocente, sem dizer) foi excluída e retalhada, como as flores roxas do seu jardim ao fim do dia
(poucas, mas presentes)
O vento abriu a janela da cozinha e espalhou todo nosso feito, pó

- Fecha isso, antes que entre pelos nossos olhos
- Deixa ela com a suas consequências mal admitidas, coitada, vive só
- Só? Com tamanha imensidão na pele? Ela vive no amanhecer mais bonito, no primeiro canto do galo

Outra flecha entrou dançando pela janela, quase que derruba uma xícara:

- Esse fluxo me desconcentra
- Esquece dele, que ele ta só de passagem





sobre a dor
dos dias nublados

e a alma a flor da pele
de punhos cerrados
e as ogivas internas que ousariam eclodir
se o frio, fora, nao ousasse ser maior.

de braços dados e o resto que se pode ouvir
como se a gente fosse
mas um espinho, um estrago

um rasgo
ou, quem sabe um traço

um rabisco quebrado

construído pela destreza dos cansados

no mel do olhar

como se o nada fizesse sentido
como se as estrelas me dessem um abrigo

o coração saborea-se o nuance do perigo.

e nesse imenso eco,
mas longe do que puderas ir
sinto como as violetas, que explodem ao nascer e sorriem pra vida
que ousara esvanecer
quando, a espreita de um sorriso amarelo
esperam amanhecer

quarta-feira, 16 de maio de 2012



"Do meu profundo desagrado
E em todo esse imenso

Dos dias perdidos
E as noites mal cantadas

Esqueço do tempo
Pra que o peito, tão cheio
volte a operar"

no fim,
mistura toda a funcionalidade
e condena qualquer habilidade

ele precisa descansar

ele precisa se salvar

dos abrigos velhos
dos cegos e surdos
aleijados e mal comidos

antes que seja fadado
a se calar




quarta-feira, 3 de agosto de 2011

no alarms, no suprises

Gente passa, pisa, se vai
Facil como fechar os olhos, adormecer.

Gente vibra, castiga, se atrai
Assim como algo frio na cabeça, só por um instante.

E nesse ciclo de desencontros, em todas as estações e pontos de chegada, agente esquece que partir é como chegar, só muda a ordem cronológica.

O relógio não para, mas o trem as vezes sai do trilho, voa.

Vamos atras de um novo, esquentar a poltrona pra ter uma boa viagem.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Há! Dessa vez eu te peguei. É isso mesmo, agora eu te peguei. Claro que isso não é nenhum tipo filosofia contraria, mal argumentada. Senti coçar no canto dos olhos mas não saiu nada. Está tão congelado como seu pés descalços nesse azulejo e

é claro que eu me lembro: você não para de roubar frases de livros fundamentalistas que não fazem sentido nenhum

sai daí maria

vai
vivê

tu tu tu

domingo, 3 de julho de 2011

Amor não.
Não tem meia
Não tem inteira
Não sobe
Não desce
Desliza
Derrama

Amor não faz
Transfaz
Desfaz

Amor eu sei lá
O vento levá
O fogo queimá
O tempo apagá

Amor assim
Fora de mim
Muda todo o ruim
Até um pôr fim;

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